sábado, 26 de fevereiro de 2011


Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós.
Clarice Lispector

domingo, 13 de fevereiro de 2011


"sorrir não mata. viver não dói. abraçar não arde. beijar não fere. rir não machuca. você não tem motivos para não tentar ser feliz."

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Apenas uma garota sentada na calçada...

Andando por entre as frias ruas dessa grandiosa metrópole em um dia nublado esperando apenas alguma coisa acontecer em sua vida, esperando, tricundiou pelos carros e atravessou a rua, olhando aquelas pessoas  rindo, conversando,  e contando experiências aos amigos. Andando pela grande avenida não porque tinha um lugar para ir mas apenas para colocar os pensamentos no lugar.

E com um sorvete na mão pensando nas experiências que haveria de ter e o dia que poderia dizer que as teve, na passagem para a vida adulta, nos amigos que esta deixando, nos laços que estão se fortalecendo, no corpo que já não é mas de criança, na cabeça que ainda não é de adulto, na vida que agora bate a porta , e no meio desses pensamentos, aos olhares desatentos de um observador atento apenas uma garota sentada na calçada tomando um sorvete de creme com cobertura de ameixa.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Questão de perspectiva...

"- Bom dia! – disse ele.
Era um jardim cheio de rosas.
- Bom dia! – disseram as rosas.
Ele as contemplou. Eram todas iguais à sua flor.
- Quem sois? – perguntou ele espantado.
- Somos as rosas – responderam elas.
- Ah! – exclamou o principezinho…
E ele se sentiu profundamente infeliz. Sua flor lhe havia dito que ela era a única de sua espécie em todo o Universo. E eis que havia cinco mil, iguaizinhas, num só jardim!
“Ela teria se envergonhado”, pensou ele, “se visse isto… Começaria a tossir, simularia morrer, para escapar ao ridículo. E eu seria obrigado a fingir que cuidava dela; porque senão, só para me humilhar, ela seria bem capaz de morrer de verdade…”
Depois, refletiu ainda: “Eu me julgava rico por ter uma flor única, e possuo apenas uma rosa comum. Uma rosa e três vulcões que não passam do meu joelho, estando um, talvez, extinto para sempre. Isso não faz de mim um príncipe muito poderoso…”
E, deitado na relva, ele chorou.
E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia – disse a raposa.
- Bom dia – respondeu educadamente o pequeno príncipe, olhando a sua volta, nada viu.
- Eu estou aqui – disse a voz, debaixo da macieira…
- Quem és tu? – Perguntou o principezinho. – Tu és bem bonita…
- Sou uma raposa – disse a raposa.
- Vem brincar comigo – propôs ele. – Estou tão triste…
- Eu não posso brincar contigo – disse a raposa. – Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa – disse o principezinho.
Mas, após refletir, acrescentou:
- Que quer dizer “cativar”?
- Tu não és daqui – disse a raposa. – Que procuras?
- Procuro os homens – disse o pequeno príncipe. – Que quer dizer “cativar”?
- Os homens – disse a raposa – têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?
- Não – disse o príncipe. – Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?
- É algo quase sempre esquecido – disse a raposa. Significa “criar laços”…
- Criar laços?
- Exatamente – disse a raposa. – Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…"

(O Pequeno Príncipe- Atoine de Saint-Exupéry)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Identidade

Encontrar a si mesmo, dentro de seu eu, é também uma forma de encontra-la, pode parecer complexo porém nessa fase da vida onde tudo é novo e ao mesmo tempo muito velho para continuar com a perguntas de uma criança, olhar para dentro é a única maneira de passar por essa fase sem grandes aborrecimentos...

Buscar por nossa identidade pode ser díficil, pois devemos levar em conta nossos próprios erros, histórias, nossos próprios gostos, sem nos prendermos ao estilo de quem esta ao nosso redor. E tenho percebido que na hora que a aflição aumenta e a pergunta: " quem sou eu ?" não cansa de martelar em minha cabeça o geito de me acalmar, como eu já disse ali em cima, é olhar para o meu interior, tudo que sou, ou poço ser, assim tenho amadurecido.

Como percebi isso? sabe aquelas vezes que parece que você não pertence mais ao lugar onde você habitava, que assim como Froddo você já viu e viveu tantas coisas que o Condado já não é suficiente pra você? esses são sinais de que você amadureceu e mudou. No momento estou passando por uma dessas fases apenas em busca de minha própira identidade